DOUTRINA DE DEUS • AULA 01

Conhecer a Deus

Conhecer a Deus a partir da revelação que Ele faz de si mesmo.

Culto Raízes • Estudo bíblicoLeitura • vídeo quando disponível • revisão

AULA 01

Estudo presencial.

Nesta aula, o conteúdo foi ministrado presencialmente e não possui gravação em vídeo.

PERGUNTA INICIAL

Como podemos conhecer a Deus?

INTRODUÇÃO

Introdução

Somente podemos conhece-lo à medida que Ele entra em contato com o homem e se revela. “Porventura, desvendarás os arcanos de Deus ou penetrarás até à perfeição do Todo-Poderoso? Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás fazer? Mais profunda é ela do que o abismo; que poderás saber? A sua medida é mais longa do que a terra e mais larga do que o mar” (Jó 11.7-9).

O uso mais antigo do termo teologia ocorre na filosofia grega, onde é usado primariamente no discurso dos poetas sobre coisas divinas. Strictu sensu, teologia é a doutrina que diz respeito a Deus e seu Reino, sua natureza e vontade, também à sua relação com o homem e com o mundo.

DEUS ESCOLHEU SE REVELAR

Deus escolheu se revelar

A doutrina cristã é ímpar, fundamentalmente diferente de todos os outros tipos de doutrina, devido à realidade com a qual ela se sustenta – Deus e sua revelação. Entretanto, essa revelação está aquém da nossa razão, visto que transcende todas as doutrinas humanas. O conhecimento de Deus existe na medida em que há uma auto-revelação, uma automanifestação de Deus, isto é, na medida em que há “revelação”. Sendo assim, somente há uma doutrina de Deus (teologia), no sentido exato da palavra, na medida em que o próprio Deus se manifesta e ensina algo sobre si mesmo.

É isto que faz a doutrina cristã ser diferente de todas as outras doutrinas, pois a origem e o conteúdo deste “ensino” divino (ou doutrina), como também a maneira como é ensinada a manifestação, ou autocomunicação, partiram do próprio Deus.

NÃO EXISTE DOIS DEUSES

Não existe dois deuses

Deste modo, a doutrina de Deus é encontrada tanto no Antigo como no Novo Testamento, não sendo duas revelações, mas apenas uma complementando a outra, como registrou o profeta: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” (Hebreus 1.1-2). Jesus, o filho de Deus, é o centro da revelação, é o centro da manifestação divina, para a qual todo ensino deve convergir.

O Antigo Testamento, em sua totalidade, “projeta” Jesus Cristo e testemunha esse modo preparatório. Já no Novo Testamento, Deus se revelou por meio palpável: “O verbo se fez carne (...) vimos a sua glória (...)” (João 1.14). Aquele de quem os profetas predisseram tornou-se manifesto – Emanuel, Deus conosco. O próprio Deus, não apenas uma palavra sobre ele, agora está aqui, Ele mesmo presente, falando e agindo.

1 JOÃO 1.1

"O QUE ERA DESDE O PRINCÍPIO, O QUE OUVIMOS, O QUE VIMOS COM OS NOSSOS OLHOS, O QUE CONTEMPLAMOS E AS NOSSAS MÃOS APALPARAM, ISTO PROCLAMAMOS A RESPEITO DA PALAVRA DA VIDA."1 João 1.1

NÃO HÁ NADA DE ESPECIAL CRER

Não há nada de especial crer

Em nossos dias há muitos sistemas de pensamentos religiosos e seculares que disputam nossa devoção. Entre as opções religiosas há um grande número de seitas e cultos, além de uma enorme variedade de denominações cristãs. Sendo assim, não basta dizer que “cremos”, mas sim “em que devemos crer”.

A Bíblia dá grande enfoque à doutrina como substância da fé, e dela provém o material para seu conteúdo. Ela é enfática em sua condenação contra o que é falso. Adverte contra as “doutrinas dos homens” (Colossenses 2.2), contra a “doutrina dos fariseus” (Mateus 16.12); contra os “ensinos de demônios” (1 Timóteo 4.1), contra aqueles que ensinam “doutrinas que são preceitos de homens” (Marcos 7.7) e contra os que são “levados ao redor por todo vento de doutrina” (Efésios 4.14).

O SEGREDO ESTÁ EM QUEM TEMOS CRIDO

O segredo está em quem temos crido

Assim como condena o que é falso, a Bíblia também aconselha a verdadeira doutrina, reputando-a como “boa” (1 Timóteo 4.6), “sã” (1 Timóteo 1.10), “segundo a piedade” (1 Timóteo 6.3), “de Deus” (Tito 2.10) e “de Cristo” (2 João v. 9).

A crença correta é essencial e influencia nosso relacionamento com Deus. O escritor aos Hebreus escreveu: “Sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11.6 ).

DEUS: VOCÊ CONHECE OU SÓ OUVIU FALAR?

Deus: você conhece ou só ouviu falar?

O estudo sistemático da Palavra de Deus é importante tendo em vista que hoje se valoriza mais a experiência do que a verdade. Quantos hoje estão distantes da verdade divina por crer incondicionalmente em um líder religioso. Resistem a qualquer comentário corretivo ou cauteloso, deleitando-se com sentimentos subjetivos produzidos por clichês ou lendas, recusando-se a submeter suas crenças a uma avaliação. A característica principal aqui é o apego a tradições orais sem substâncias. Há uma enorme diferença entre ouvir falar de alguém e conhecê-lo pessoalmente. Ouvir falar de alguém é apenas saber que ele existe, entretanto conhecer alguém pessoalmente significa muito mais.

QUAL DEVE SER A NOSSA EXPECTATIVA COM RELAÇÃO A TEOLOGIA?

QUAL DEVE SER A NOSSA EXPECTATIVA COM RELAÇÃO A TEOLOGIA?

DEUS: VOCÊ CONHECE OU SÓ OUVIU FALAR?

Deus: você conhece ou só ouviu falar?

Esse é o trabalho da teologia, que parte de três pressupostos: primeiro, que Deus existe; segundo, que Ele pode ser conhecido, embora não de modo exaustivo e completo; terceiro, que Ele tem se revelado tanto por meio de suas obras (criação e providência - Revelação Geral – Salmos 19.1-2; Atos 14.17) como, principalmente, pela Sagrada Escritura (Revelação Especial – Hebreus 1.1-2; 1 Pedro 1.20-21).

Portanto, se Deus se revelou, podemos conhecê-lo. Entretanto, nosso conhecimento de Deus não é intuitivo, nem natural, mas comunicado por Ele mesmo através dos meios que soberanamente escolheu. Estudar “teologia”, portanto, não é inventar teorias a respeito de Deus e de suas obras, nem mesmo “descobrir” a Deus, mas conhecer e compreender a revelação que Ele próprio deu de si. Por isso, qualquer estudo de Deus que não tiver a sua revelação como base, meio e princípio regulador não é “teologia”.

VERIFICAÇÃO DE APRENDIZAGEM

Perguntas da Aula 01

Use estas perguntas para revisar os principais pontos estudados.

Como podemos conhecer a Deus?

A palavra teologia tem origem em que termos gregos?

Quais são os três pressupostos para conhecer Deus?